sábado, março 2, 2024

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COLUNA SACA ROLHA: Vinhos para harmonizar o Natal

Confira dicas para você ter uma boa complementação do alimento natalino com vinho e gastar pouco com a bebida tradicional desta época do ano

Rodrigo Leitão
jornalismo@raizesdiario.com.br

O peru dá para acompanhar com vinho branco e vinho tinto, além de espumante brut. Aliás, se você quiser acompanhar toda a ceia com espumantes, vai ter uma boa surpresa de harmonização. Você escolhe um espumante brut para entrada e pratos principais e serve o démi-sec com a sobremesa. A vantagem é que você vai usar uma bebida refrescante, saborosa e relativamente barata, já que o espumante brasileiro médio custa entre R$ 29  49.

Agora, se você quiser vinho tranqüilo mesmo, vá de Chardonnay ou Torrontés para o peru. Genericamente, a uva Chardonnay, que é mais encorpada, fica melhor com a gordura da coxa do peru. Mas também por causa disso, você pode usar vinho tinto, Merlot leve, Pinot Noir, Beaujolais ou mesmo um Cabernet Sauvignon desde que não seja do Chile. Os cabernets do Chile são mais herbáceos e vão brigar com a coxa do peru. Uma alternativa mais sofisticada é abrir um bom vinho rosé, que servido gelado, ajuda a refrescar as noites de Natal, geralmente quentes de início de verão.

Muita gente come carne de porco no Natal: tender, pernil, lombo. Para estes pratos, o melhor é vinho tinto. Tender e pernil são carnes gordurosas e você pode beber Shiraz, Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, que são os mais conhecidos por aqui. Eu prefiro vinho português com as uvas Touriga Nacional, Trincadeira e Aragonês. Mas vale também um francês. Dos bons, os mais baratos são da região do Rhone, que fica na parte central sul da França e possui três regiões de produção. A mais extensiva é chamada Village. Deste tipo, você encontra o Vidal Fleury, na faixa de R$ 70,00. É um blend de uvas Syrah e Viognier premiado entre 2012 e 2017. Ótimo custo-benefício.

O lombo é carne branca, você pode acompanhar com um Chardonnay amadeirado, como os da Catena Zapata e aí o Alamos é o melhor custo benefício do Mercosul.

Se sua família for de origem portuguesa, como a minha e o Bacalhau for o prato das festas de fim de ano, siga a mesma regra do lombo. Mas observe a diferença no preparo do prato. Se for bacalhoada tradicional levada ao forno ou lombo de bacalhau grelhado, você deve beber vinho tinto, de preferência português. E tem muito vinho português de entrada a preços acessíveis, que são ótimos, e que encontramos nos supermercados. Sugiro Monte Velho, Paulo Laureano, Grão Vasco, JP Azeitão e até um vinho regional, mais rústico, mas bem leve, da Quinta da Bacalhôa, chamado Santa Sara. Esse custa R$ 20. Mas confie em mim, é bom.

Se for bacalhau cozido ou nas Natas, vá de Chardonnay ou vinho verde. Para a sobremesa existe a opção coringa dos espumantes démi-sec, que são doces e delicados. Mas há também os vinhos de colheita tardia. O melhor custo-benefício que pude encontrar é o Colheita Tardia da Aurora, brasileiro, que é bom e barato. A garrafa de meio custa normalmente entre R$ 25 e R$ 30. Se você não conhece vinhos de sobremesa vá nesse, terá impressão.

O QUE VOCÊ ENCONTRA EM JOAÇABA

Vinho Cabernet Sauvignon Almaden 750ml – R$25,00
Vinho Tinto C. Du Rhone Vil. Vidal 750ml – R$69,95
Vinho Tinto Suave Flowers Salton 750ml – R$19,90
Alamos Chardonnay Catena Zapata – R$ 80,00
Aurora Colheita Tardia – R$ 32,00
Paulo Laureano – R$ 52,00

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