terça-feira, março 5, 2024

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Ford lança versão do EcoSport sem o estepe na tampa traseira

 
SUV ganha versão sem o estepe pendurado na tampa traseira. Mudança foi possível graças à adoção de pneus run flat, que, mesmo furados, permitem que o veículo continue rodando

Marca registrada do modelo, o Ford Ecosport acaba de perder o estepe pendurado na tampa traseira, mas só na versão topo de linha Titanium. O pneu sobressalente naquela posição sempre foi alvo de diversas críticas – seja por estar mais acessível para furto, por deixar a tampa traseira mais pesada e até causar um baita estrago no veículo de trás no caso de uma manobra desatenta – mas, em uma escala bem maior, sempre foi um importante elemento de design para o modelo, verdadeiro fator decisivo para a escolha dele.

Independentemente da sua opinião sobre a “mochilinha”, o fato é que a retirada do estepe deu outra cara à traseira do EcoSport, que ganhou um estilo mais urbano. Porém, caso o cliente prefira aquele jeitão mais jipinho, todas as demais versões continuam com o sobressalente colado na tampa traseira, principalmente a versão aventureira Storm, com diversos adereços e tração nas quatro rodas.

Mas para onde foi o estepe subtraído da versão Titanium? Para lugar nenhum. O projeto do EcoSport nem prevê um local para guardar o sobressalente. Afinal de contas, não há espaço de sobra no modelo. A versão agora calça pneus do tipo run flat, que, mesmo furados ou rasgados, permitem que o veículo continue rodando por 80 quilômetros a velocidades de até 80km/h. Para complementar, o veículo traz de série um kit de reparo do pneu, dotado de um selante e um compressor de ar com manômetro, que permite rodar mais 200 quilômetros.

MOTOR
O EcoSport Titanium agora está equipado com motor 1.5 flex de três cilindros – com potências de 130cv (com gasolina) e 137cv (com etanol) e torques de 15,6kgfm e 16,1kgfm -, no lugar do 2.0, que hoje só equipa a versão Storm. O câmbio é automático de seis marchas, com opção de trocas manuais por aletas localizadas próximas ao volante. A adoção de pneus run flat exigiu uma recalibração da direção, já que este tipo de pneu é mais pesado (cerca de 2 quilos), e um novo ajuste da suspensão traseira, devido à perda de peso final (menos 13 quilos).

CONTEÚDO

A versão Titanium custa R$ 103.890, e traz de série teto solar elétrico, sete airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, sistema de monitoramento de ponto cego e tráfego cruzado, ar- condicionado digital, bancos em couro, chave presencial (para destravar as portas e ligar o motor), sistema multimídia com tela de 8 polegadas, sensor de chuva, rodas de liga leve de 17 polegadas, faróis de xênon e luzes diurnas de LED.

As demais versões do modelo também tiveram os preços ajustados: a de entrada SE 1.5 manual custa R$ 78.990; a SE 1.5 automática, R$ 84.990; a intermediária FreeStyle 1.5 manual tem preço sugerido de R$ 85.890; com câmbio automático, a mesma versão custa R$ 91.890; já o aventureiro Storm 2.0 automático 4×4 custa R$ 108.390. O EcoSport, precursor no segmento dos SUVs compactos, está em sua segunda geração. Com a chegada de muitos concorrentes no segmento que mais cresce, o modelo passou por uma reestilização que deixou o interior mais requintado e somou muito em conteúdo. Seu principal problema é o espaço interno da cabine e o porta-malas.

EXPERIÊNCIA RUN FLAT
A diferença entre os pneus run flat e os comuns é que ele recebe reforços em pontos-chave para se manter estruturado quando está sem ar. Com um dimensionamento maior nos flancos, ombros e talões, o pneu pode suportar o peso do veículo em caso de perda de pressão, permitindo continuar rodando a uma velocidade de até 80km/h por 80 quilômetros. No caso do Ford EcoSport, ainda está disponível um kit de reparo – formado por um compressor de ar com manômetro, mangueira e um selante – que permite rodar mais 200 quilômetros.

Ao vender seu peixe, a Ford apela para a ideia da segurança e mobilidade contínua. Afinal, ninguém quer se arriscar a perder o controle do veículo em movimento ou ter que trocar o pneu num lugar perigoso. Isso tudo não deixa de ser verdade, mas algumas particularidades do pneu run flat precisam ser levadas em conta antes de investir num veículo dotado dessa tecnologia. De acordo com Marcelo Capella, da Michelin, esse tipo de pneu evoluiu muito com o passar dos anos, tendo se tornado muito parecido com os convencionais.

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