terça-feira, abril 14, 2026

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Festejar a vida

por Jaime Telles, tellesjaime@gmail.com

Na reta final do agitado ano de 2024, o recado do “Bom Velhinho”, creio, deve resumir-se numa palavra: Otimismo!

A frieza dos números desmente narrativas popularescas e aponta, que o ano novo será ainda mais desafiador. Então, otimismo, clareza e atitude deverão nortear a rotina das pessoas de bem, na dura tarefa de suplantar a plantada derroca que campeia a olhos vistos. Faz-se urgente a restauração de grande balança que, forçosamente pendeu, ante o vendaval da barbárie que desluz o letreiro magno dos diretos fundamentais.

Quem realmente produz e realiza terá aumentado seu fardo, pois a inércia e o crime exigirão dividendos, numa crescente do que já ocorre, na escancarada aplicação de tendenciosa e amarga vingança.

Devemos reconhecer que o nefasto plano em curso foi concebido nas trevas, ao calor de injustificada e colérica revanche, com monástica paciência, no decorrer de porfiadas décadas.

Sejamos fortes! Valhamo-nos dos etéreos eflúvios natalinos como alimento para manter incorruptível a alma, vislumbrando luz ao fim do curto túnel. Porque o deslumbramento que assistimos é a força motriz do desregramento dos guardiões, apaixonados pelo fio da espada, porém relapsos ante a efemeridade dos tesouros que a traça corrói. O escudo, portanto, há de ser o apego à imorredoura verdade, que logo desnudará a insistente e debochada injustiça.

Sigamos vigilantes, honrando produtivas vocações e vibrando em alta frequência. Logo, dentre as “quatros linhas” algum parágrafo lançará luz à escuridão que experimentamos, restabelecendo a coerência do desviado conceito entre o certo e o errado.

O Bom Noel sacoleja o sino, arauto de novos tempos, quando fé, certeza e atitude ditarão caminhos retos para um povo que já paga caro pela escolha que não fez.

Que o farto reluzir do Natal permita que festejemos mesmo a vida nos seus mais elevados valores e fundamentos.

Vivamos, pois, o ápice da esperança e do exemplo, modo digno de restaurar e legar prosperidade, inclusive aos obtusos, que nada percebem que, contrariando o que propalam, é justamente deles que se alimenta o ardiloso canhoto.

Boas festas.

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