Movimento antecipa cenário eleitoral de 2026 e reposiciona a direita no estado; vice Mateus Simões assume o comando até o fim do mandato.
O agora ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), formalizou nesta semana sua renúncia ao cargo, antecipando o calendário político e abrindo caminho para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026.
Com a saída, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assumiu o comando do estado e deve permanecer no cargo até dezembro, entrando também no jogo eleitoral como candidato ao governo mineiro.
A desincompatibilização ocorre dentro do prazo legal exigido para quem pretende disputar cargos nacionais, consolidando Zema como um dos nomes da direita para o Palácio do Planalto.
Licença para disputar o Planalto
A renúncia de Zema não é apenas administrativa — é política.
O ex-governador já vinha adotando um discurso de alcance nacional, com críticas diretas ao governo federal e defesa de uma agenda liberal, sinalizando claramente a intenção de disputar a Presidência.
Durante seus últimos pronunciamentos no cargo, Zema reforçou esse posicionamento ao afirmar que pretende “fazer pelo Brasil o que fez por Minas”, elevando o tom e entrando definitivamente no tabuleiro nacional.
Cenário ainda aberto na direita
Apesar da pré-candidatura, o movimento de Zema não encerra as articulações no campo da direita — pelo contrário, amplia as possibilidades.
Nos bastidores, ele segue sendo citado como possível nome para compor chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso haja uma composição mais ampla do campo conservador.
Página Quatro
Por Douglas Fortes
