terça-feira, julho 21, 2026

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Cobalchini visita Meio-Oeste em roteiro de pré-campanha

Cobalchini faz uma visita roteiro de pré-campanha aqui no Oeste e Meio-Oeste hoje em Joaçaba.
Com as emendas que foram trazidas para o município de Joaçaba e com os trabalhos que você tem feito pela região, você confia que as pessoas vão dar um retorno para você, vão lembrar do seu nome e vão novamente reconduzi-lo?
Cobalchini: Bem, eu acredito que as pessoas elas devem se basear para votar em alguém eh no trabalho que foi feito, né? E eu tenho um vínculo muito forte aqui com a região e esse vínculo ele ele se ampliou a partir do momento que eu fui eleito deputado federal e eu procurei, obviamente estar presente. E então eu vim, tenho vindo em Joaçaba e incontáveis vezes. Procuro viver também a cidade nos nos eventos eh sociais, por exemplo, tem tem a abertura da feira… Eu procuro estar presente. O carnaval que é o símbolo de Joaçaba, eu tenho estado presente e tenho trazido recursos, né, para o município, para o Hospital Santa Terezinha. Então, eu acredito que eu esteja bem identificado com com o município de Joaçaba, que é polo regional. Mas não apenas Joaçaba, minha presença em todos os municípios desta região da AMMOC e eu acho que de alguma forma também tem alguma repercussão aqui na cidade de Joaçaba. Então eu acredito sim, eu acredito que esses quase 4 anos de mandato, acho que justificaram a Joaçaba o porquê manter uma representação regional como deputado federal. Meu trabalho como deputado federal em toda a região foi suprapartidário. Eu não deixei de liberar uma emenda pro município de Joaçaba porque o prefeito é de outro partido, assim como o mesmo critério vale para todo oeste de Santa Catarina. Recursos e Emendas Impositivas 100% dos municípios do grande oeste, além da minha presença, também têm recursos. Por isso, o relatório do Tribunal de Contas da semana passada, que é um órgão apolítico, indica que eu fui o deputado que mais trouxe emendas impositivas pro grande oeste de Santa Catarina. Esta é uma informação que traduz a prioridade que eu dou pra região que eu represento. Foram 75 milhões para emendas impositivas, sendo que o segundo colocado teve 15 milhões a menos do que eu. É um dado do Tribunal de Contas do estado que eu nem imaginava que tivessem esse controle; facilitou minha vida com um argumento que outros não terão. Eu tenho tratado das pautas não apenas de ser municipalista, mas questões maiores do nosso oeste. Eu tenho como bandeira a infraestrutura, o agro e os hospitais. Os recursos que vêm para o município não são para o prefeito, são para a cidade fazer obras de infraestrutura e para a saúde, como o centro de especialidades, que foi uma das maiores emendas que liberei como deputado federal. Infraestrutura e as Rodovias BR-282 e BR470 Eu quero continuar sendo deputado federal para seguir esse trabalho em questões macrorregionais. Tenho me posicionado muito claramente em relação à BR-282 e à BR-470 sobre terceira faixa e agora oferecerem apenas 30 km em 30 anos. O que nós queremos dessas duas rodovias é a duplicação, e não apenas aquilo que nos foi apresentado no estudo formulado pela ANTT. Não tenho a mínima chance de concordar com aquilo, porque o que queremos é outra coisa. Eu posso bater na mesa porque eu moro aqui e tenho legitimidade para falar.

Entrevistador: É, Joaçaba seria pedageada, mas não consta nada de obras no trajeto da 282. Cobalchini: Então, por isso mesmo que nós não concordamos. A concessão é inevitável, mas podemos discutir o modelo, como o free flow, onde você paga o que usa da rodovia e não há mais praças de pedágio. Mas esperar que o governo federal aporte recurso para duplicar a 282, esqueça. O país investe apenas 2% do PIB em infraestrutura. Não podemos vender a ilusão de que vamos duplicar rodovias apenas com o orçamento da União; talvez por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). Veja a 282, construída nas décadas de 60 e 70: o que melhorou desde então? Praticamente nada. Acho que fomos passivos demais. Exigências para a Concessão. O que nós exigimos neste momento é que tenha a concessão, sim, mas que junto com ela venha a duplicação com um cronograma da obra. Que durante o período de 30 anos de concessão, tenhamos as travessias urbanas nos primeiros 5 a 10 anos e toda a rodovia duplicada em no máximo 20 anos. E o pedágio deve vir depois da obra, não antes. Manutenção nós não aceitamos mais; é o que tivemos a vida toda.Eu me posicionei nas audiências públicas em Joaçaba, Chapecó, Concórdia e Brasília. Não falei nada para “lacrar”, falei o que penso traduzindo o que o catarinense sente. Se eu aceitasse aquele estudo da ANTT, teria que renunciar ao meu mandato, pois estaria agindo contra o nosso estado. Não há como aceitar esse “prato feito” que não tem sintonia com o que precisamos no Oeste. Parece que quem fez o estudo em Brasília, no ar condicionado, não conhece a região e não sabe o que ela representa para Santa Catarina e para o país. O estado do Paraná tem quatro rodovias sendo duplicadas pela mesma ANTT, totalizando 1.500 km. Por que Santa Catarina não merece o mesmo tratamento?

Fonte: Vitacir Favero

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