domingo, maio 3, 2026

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Artigo: Sem a música, a vida não teria sentido

por Antonio Carlos “Bolinha” Pereira, membro do Conselho Municipal de Cultura de Joaçaba.

“Aqueles que dançavam foram vistos como loucos pelos que não conseguiam ouvir a música… e sem a música, a vida seria um erro!” (Friedrich Nietzsche)

Ao combinar ritmo, harmonia e melodia, a arte ajuda a ativar gatilhos mentais poderosos, ampliando a criatividade, permitindo trabalhar nossos processos cerebrais e trazendo calma em situações incômodas.

As manifestações artísticas populares oferecem múltiplas facetas e, em muitas delas, a música ocupa lugar de destaque. Nossa região é rica nesse aspecto, e são muitos os caminhos dos que aperfeiçoam seu talento, seja ele inato ou adquirido por observação e estudo, como os músicos da Banda HIZY, uma das mais tradicionais de Joaçaba. O nome vem da junção das inicias do baixista Hian Piccinin e do vocalista Zyg Vesoloski Neto, mais Jonathan Cielo na bateria, Guilherme Triquez na guitarra, o tecladista e gaiteiro Fernando Nava.

Foto Divulgação

É na música e na dança que parece estar a vocação do nosso povo. Ao programar a apresentação dos renomados bailarinos Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus para a noite de abertura do “Phoenix Festival Sul Brasileiro de Dança”, Anderson Silva surpreendeu positivamente. E na 29ª edição do “Festival Dance Joaçaba” mais de 1200 bailarinos representaram 28 cidades do Sul do Brasil.

Eu considero essencial revelar aos nossos leitores que o Teatro Alfredo Sigwalt tem se destacado por apresentar belos espetáculos para o público regional. A recente apresentação do ballet “O Quebra Nozes” emocionou a plateia em três apresentações, sempre com casa cheia, e foi um desses “pontos luminosos” a que se referia o filósofo Aristóteles. Nossos jovens bailarinos ensaiaram arduamente para mostrar, em poucos minutos, o resultado de tanta dedicação. Coreografia da professora Ane Prando e do renomado bailarino Everson Besbati, consagrado como melhor bailarino do Sul Brasileiro, e que também assinaou a adaptação e a direção do ballet.

A apresentação teve a participação de 50 alunos das Oficinas Artísticas da Scajho, desde crianças principiantes a bailarinas experientes como a jovem Carolina Milani, que conquistou o prêmio de melhor bailarina no Dance Joaçaba. Algo natural para quem, como ela, passou mais da metade de sua vida dançando no teatro!

Foto Divulgação

Ao assistir “Quebra Nozes – Um Sonho de Natal” a Sra. Anna Lindner von Pichler, presidente benemérita da Scajho, assim reagiu diante da magnitude do espetáculo: “Agora posso morrer feliz porque sei que o teatro já alcançou o nível que o maestro Alfredo sonhava e é capaz de produzir belíssimos espetáculos com seus próprios alunos”! Ela citou diversos depoimentos de familiares e amigos de Treze Tílias que assistiram a essa apresentação e falava o tempo todo da felicidade de ver o teatro crescendo e se tornando o que o nosso grande maestro sempre sonhou.

Assim como a cantora lírica Leda Silva Kerber é “a voz” da Scajho, certamente a Sra. Silvia Eyng pode ser considerada “a alma” do Teatro Alfredo Sigwalt, pois assumiu a gerência desde a sua inauguração, há quase vinte anos, e sente-se realizada com o crescimento cultural que o teatro vem proporcionando. “A Scajho cada vez mais demonstra um excelente trabalho com a descoberta de tantos talentos e revelações surpreendentes”, afirma.

O presidente da Scajho, Sérgio de Carli, agradeceu aos parceiros, diretores e funcionários a chance de celebrar nossa produção própria e oferecer como presente à região esta mistura de talento, ação e ousadia. E ressaltou que esse é apenas o começo, pois pretendemos realizar anualmente um belo espetáculo em nossa Casa de Emoções, para fechar cada ano com chave de ouro!

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