sábado, julho 13, 2024

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Morre o goleiro da “defesa do século”

Um dos maiores goleiros da história do futebol mundial, Gordon Banks morreu na manhã desta terça-feira, aos 81 anos, depois de uma longa batalha contra um tumor nos rins. A notícia surgiu na imprensa inglesa e foi confirmada pelo Stoke City, ex-clube do arqueiro, que anunciou a morte de Banks nas redes sociais após contato com a família, que apontou que o ídolo inglês “morreu tranquilamente durante a noite”.

A Fifa logo se manifestou sobre a morte de Banks, lembrando que o goleiro foi “um dos maiores goleiros da história” e ofereceu “memórias esplêndidas” nas Copas do Mundo. A principal delas foi a chamada “Defesa do Século” protagonizada pelo inglês diante de cabeçada de Pelé no Mundial de 1970.

Uma de suas últimas aparições públicas foi durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2018, no meio de 2017, quando foi um dos convidados pela Fifa. Na ocasião, Banks comentou uma linda defesa feita por Marcelo Grohe nas semifinais da Taça Libertadores, diante do Barcelona de Guayaquil.

Nascido em Sheffield, Banks iniciou a carreira no Chesterfield, onde ficou por um ano e chamou a atenção do Leicester. Com os Foxes, ganhou notoriedade ao chegar à final da Copa da Inglaterra e chegou à seleção inglesa. Depois de sete anos, rumou para o Stoky City, clube que defendeu por seis temporadas antes de se aventurar no Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos – rival, na época, do Cosmos, de Pelé.

Foi com a camisa do Leicester que Banks chegou à seleção inglesa, em 1963. Na Copa do Mundo seguinte, três anos depois, já era titular absoluto do English Team e atuou em todas as seis partidas para a conquista do título mundial em casa – levando apenas três gols na campanha: um na semifinal contra Portugal e dois na final diante da Alemanha. Banks somou 721 minutos sem deixar passar nenhum gol na ocasião.

Além do título mundial, um feito na Copa do Mundo seguinte, em 1970, foi fundamental para colocá-lo como um dos maiores da história: a chamada “Defesa do Século”. Em duelo contra o Brasil, na primeira fase do Mundial de 1970, no México, o goleiro impediu que uma cabeçada de Pelé balançasse as redes inglesas – em um lance considerado como praticamente impossível.

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