quinta-feira, junho 18, 2026

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Supersafra de caqui em SC coloca frutos de qualidade no mercado

A colheita do caqui  em Santa Catarina se encerra no início de junho com uma safra marcada pela alta qualidade dos frutos. Embora a cultura ocupe espaço modesto frente a outras frutíferas no estado, ela carrega tradição e vem se mostrando uma boa oportunidade para pequenos produtores.

Atualmente, Santa Catarina conta com 141 produtores de caqui distribuídos em 139 hectares, principalmente no Vale do Rio do Peixe. A produtividade média é de 14,5 mil quilos por hectare, com destaque para a variedade Fuyu.

O caqui Fuyu tem agradado tanto agricultores quanto consumidores. Segundo Alceu Assis, coordenador estadual do Programa de Fruticultura da Epagri, essa variedade alia alta produtividade à resistência a doenças, como a antracnose, que no passado chegou a dizimar pomares da variedade Kyoto, também conhecida como Chocolate.

“Os frutos são grandes, doces, normalmente sem sementes e com excelente aceitação no mercado”, explica Assis. Apesar da excelente produção, o excesso de oferta em Santa Catarina e em estados vizinhos, como o Rio Grande do Sul, causou saturação do mercado. O resultado: dificuldade na comercialização e queda significativa nos preços pagos aos produtores.

Grande oferta da fruta

Jeferson Argenton é um veterano na cultura do caqui. Trabalha com a fruta desde 1998, na Linha Brasília, em Fraiburgo. Em seu pomar de dois hectares de Fuyu ele comenta o cenário atual. “A safra desse ano não é histórica apenas pela quantidade de fruta, mas também pela qualidade.” Jeferson conta que o mercado está bastante exigente, procurando qualidade e calibre. Em sua propriedade ele agrega valor à fruta: classifica, faz o polimento, ensaca e coloca no sachê.

O produtor não se assusta com os preços baixos, pois entende que o mercado é sazonal. “No ano passado já foi diferente. A produção foi pouca por conta das chuvas e granizo, os preços estavam muito melhores e foi mais fácil de colocar a fruta no mercado”, explica. A situação reflete a “lei da oferta e procura”. Com a alta oferta e a saturação do mercado, o preço pago ao produtor deixa a desejar.

 

(Fonte: Assessoria de Comunicação da Epagri)

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