O belo diadema que verdeja no coração do Meio-Oeste, realça sua graça sob os reflexos de vidraças que reluzem nas alturas. Pelas ruas, a rotina da vida dura, sugere avanços que sobrepujam o aspecto íngreme dos morros circundantes. Mais que antes é preciso olhar bem e curtir a paisagem, onde a retina guarda imagem de um lugar aprazível de verdade. A bela cidade que nos acolhe em seu colo maternal, com trinta e um filhos emancipados no entorno regional. Esta sede sem igual, entrecortada por avenidas, ruas e vielas, abraçada por dois fartos rios, tem um santo por sentinela. Sim. Um cajado numerado induz a indagações, que o povo explica com carinho. Assim vamos de mansinho, adiante de gigantes que também buscam qualidade de vida, em oitava no país se vê inserida, em longevidade, educação e renda. Que Deus permita avançarmos nesta senda, que a torna ainda mais convidativa, pelas belas lojas e a melhor comida, onde se tem o que fazer. Espetáculo ou filme para ver, depois da reza costumeira, cada igreja, no centro ou na ladeira, reforça a fé que sempre pairou por aqui. Dum jeito ou doutro, daqui e dali a gente se gosta e se entende. À saúde a gente atende, com especial afeto. No parque algum vovô ampara o neto em tremulas pedaladas, feliz ao soltar a mão e ver que ele segue, porque se sente seguro. E como contemplar o futuro e suas infinitas possibilidades, onde todas as idades se veem contempladas. E no campo, boas estradas rabiscam o solo de abundante de produção. Mão calejada e vocação abrem cancha para tecnologia, que amplia horizontes. O por do sol ruboriza os montes, com leve tom amarelecente, anunciado à toda gente que a estrela boieira já fulge no firmamento. Amanhã novo momento de viver tudo outra vez, com a mesma polidez de quem cuida dum cristal. Esse é nosso quintal, de riqueza, vigor e segurança, onde o trabalho sempre alcança algum degrau acima. Veneranda centenária com formosura de menina.
Parabéns, Joaçaba!
