Em agenda pelo Sul de Santa Catarina, o pré-candidato ao Governo de SC João Rodrigues destacou em entrevistas a liberdade de atuação política como um dos principais atrativos do PSD. O ex-prefeito de Chapecó deixou claro que seu compromisso prioritário é com as pessoas e Santa Catarina. O grupo do ex-prefeito de Chapecó visita Tubarão e região nesta semana.
“Para ser sincero, eu não estou defendendo uma sigla, mas um projeto de Estado”, enfatizou.
Rodrigues explicou que a sigla respeita as particularidades regionais, pontuando que a ala nordestina do partido tem compromissos com o atual governo federal, diferentemente dos diretórios do Sul e Sudeste.
“O PSD de Santa Catarina, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e do Rio de Janeiro não tem presença no governo”, garantiu.
A memória seletiva do PL
Ao avaliar os discursos recentes de aliados e adversários, João também rebateu narrativas que tentam apagar o histórico de legendas da direita.
“Eu vi recentemente um parlamentar catarinense que fez um histórico, colocando toda a história da corrupção no Brasil, só que esqueceu de colocar o PL junto. Colocou como se fosse um partido único. Peraí, quem é que liderou o mensalão no Brasil? Valdemar Costa Neto, que é o presidente do PL hoje”, disparou.
O ex-prefeito de Chapecó lembrou que o partido de Valdemar, na época sob o nome de PR (Partido da República), compôs ativamente a base de apoio do governo Dilma, inclusive com o governador Jorginho Mello (PL) indicando o superveniente do Departamento de Infraestrutura (Dnit).
Rodrigues explicou ainda que todos sabem que Jair Bolsonaro (PL) é seu amigo pessoal, mas que nunca usou o nome Bolsonaro para ganhar a eleição ou apoio.
Para ele, a relação com Bolsonaro se consolidou por conta de suas posturas em momentos de crise, e não apenas nas horas favoráveis.
“Sabe quando é que se descobre o verdadeiro companheiro? É na desgraça. Porque na fama e na riqueza é muito fácil”, concluiu.
Fonte: Página Quatro Por Douglas Fortes
