O projeto pedagógico de ensino de 2022 foi elaborado pela diretoria pedagógica do Centro de Atendimento Especializado em Educação Especial (CAESP) da Associação de Pais e Amigos dos Surdos (APAS) que oferece atendimento pedagógico a 28 pessoas surdas, surdas implantadas e deficientes auditivas sinalizantes, provenientes dos municípios: Joaçaba, Herval d´Oeste, Treze Tílias, Catanduvas, Lacerdópolis, Água Doce e Campos Novos.
A eficácia na educação de surdos, depende muito dos profissionais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. Com isso, de acordo com a professora e diretora pedagógica Sonia Aparecida Molin, a entidade contrata professores habilitados e com fluência em Libras e Português. “Os professores contatados são extremamente competentes e comprometidos com trabalho. Sendo que as contratações do CAESP são totalmente custeadas pelo convênio com a Fundação Catarinense de Educação Especial FCEE”. Além da própria diretora, o quadro de professores conta com: Luiz Fernando Conrado (professor de Libras e informática educativa), Ivete Ferronato (professora bilíngue) e Talita Milani Cordeiro (professora bilíngue).
A função da Associação de Pais e Amigos dos Surdos (APAS) é atuar na defesa e na garantia de direitos dos seus usuários surdos, por meio do Centro de Atendimento Especializado em Educação Especial (CAESP) que oportuniza a interação social para construção do conhecimento desenvolvendo a autonomia por meio da aprendizagem em turmas de ensino da Língua brasileira de sinais (Libras) como língua materna L1, turmas de Português escrito como segunda língua L2, e turmas de Informática Educativa. “Oportunizamos curso de Libras aos familiares e profissionais que atuam diretamente com os usuários que frequentam os atendimentos pedagógicos”, conta Sonia Molin
Segundo a diretora pedagógica da instituição, “a função do CAESP é a formação do ser humano como cidadão consciente de seus direitos e deveres, tendo como princípio a defesa e garantia dos direitos da pessoa surda ou com deficiência auditiva. Além de considerar as diversas experiências socioculturais dos participantes, respeitando sua língua e desenvolvimento linguístico, suas histórias de vida, costumes, bem como as condições socioeconômicas as quais estão inseridos”.
Sonia ressalta que os atendimentos no CAESP da APAS tem o objetivo de minimizar esses prejuízos de longa data, oportunizando a aquisição, complementando ou suplementando a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos usuários surdos sinalizantes, oportunizar o ensino da Libras e do português como segunda língua, com referenciais a serem utilizados em contextos ideais, entendidos como aqueles nos quais os estudantes surdos são respeitados em suas especificidades: sua cultura, identidade e língua, dando-lhes visibilidade, com respeito à visualidade que desfrutam e que precisa estar marcada no processo de ensino e aprendizagem, valorizando o potencial dos estudantes”. O CAESP também tem o objetivo de fortalecer as identidades linguísticas ao propiciar novos aprendizados aos estudantes surdos, construindo práticas de ensino/aprendizagem que oportunizem a eles o transitar com liberdade por culturas e línguas, alcançando verdadeiramente a inclusão de direito.
Para Sonia Molin, diretora pedagógica da instituição, “é tempo de avanços e conquistas, de direitos respeitados, de aquisição natural da Libras e do aprendizado adequado da Língua Portuguesa escrita, produzindo conhecimento linguístico e funcional dando aos estudantes surdos à literacia, no sentido mais amplo. Garantindo-lhes o direito de aprender o português escrito sem simplificações, com um ensino adequado e acessível.” Além disso, a produção, edição e divulgação dos vídeos feitos no CAESP, oferecem a possibilidade da escrita do português e da aprendizagem da Língua de sinais, e ainda veiculam informações em redes sociais estabelecendo assim a socialização e comunicação necessária e fundamental para que haja a equidade linguística dentro da sociedade.
